Inocência
Manuel Faria - Engenheiro - Lisboa
Notícia a que se refere: Público enfrenta dupla condenação
Peço desculpa por voltar a escrever sobre o mesmo tema, mas o tom acintoso e a falta de rigor dos escritos do Prof. Eduardo Prado Coelho quando discorre sobre Rui Rio, no seu – O FIO DO HORIZONTE – com o título «Os inocentes» (Público de 29.11.06), impele-me a intervir: EPC começa por desenvolver o tema com a entrada «há um curioso fenómeno na vida portuguesa» para logo referir que Rui Rio fala «como se ocupasse um lugar absolutamente sem discussão». Então o Sr. professor já não se lembra que foi exactamente da grande discussão à volta do 1º mandato de RR, que a população do PORTO resolveu dar-lhe uma maioria absoluta para um 2º mandato? De seguida, o Sr. Professor pretende meter no mesmo saco, Alberto João Jardim, Pedro Santana Lopes e Rui Rio? Percebe-se a sua intenção, mas o Sr. Professor não vê que a bota não joga com a perdigota? Se comparasse Rui Rio a Salazar, sempre tinha a questão do rigor das contas, a mania da autoridade e afins; agora com Alberto João Jardim? Ou com Santana Lopes? Ó Sr. Professor, Alberto João Jardim quer é festa e gasta à tripa forra (o dinheiro dos nossos impostos) com tudo o que cheire a votos, e Santana Lopes quer é umas namoradas! Comparar estas personalidades, só para rir. Para melhor sustentar o seu raciocínio, EPC afirma que Rui Rio se comporta duma forma «completamente desacreditada», que tem uma «culturazinha de quiosque», que entre outros, não vai ao cinema nem a qualquer espectáculo de dança. Já agora, será que há mão de Rui Rio na recente extinção do núcleo de ópera da Casa da Música? O Sr. Professor não se deu conta? Ou será que quem põe aqui os pés é outra gente - digamos que… gente da cultura de quem não se diz mal? E a questão dos administradores do Metro do Porto? Será que não leu a notícia de Rui Rio se ter portado mais uma vez com a elevação que se espera dum homem sério e não ter utilizado o cartãozinho para pagar umas contitas pessoais? Sr. Professor, permito-me fazer-lhe um pedido e conselho: a sua superior inteligência e cultura merecem muito mais, e é lamentável e triste que não as utilize em benefício de causas nobres. Para concluir, aproveito só o que vem bem em destaque no artigo do Sr. Professor: «uma pessoa fala como se tivesse inteira razão, e não se dá conta de que aquilo que está a dizer não pertence à ordem das coisas aceitáveis. A energia com que afirmam tem algo de patético. São de certo modo os "inocentes"». Ó Sr. Professor, olhe que isto assenta que nem uma luva ao autor de «Os inocentes»!
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